quarta-feira, 29 de junho de 2011

ERP: Sorte ou azar?

Recentemente tomei conhecimento de uma pesquisa do Gartner que afirma que em 2011, a América Latina está posicionada como uma das regiões que receberão maior volume de investimentos em softwares, principalmente de gestão, mais conhecido como ERP ( Enterprise Resource Planning). Ou seja, muitas empresas investirão na aquisição ou melhoria do seu ERP.

Outra estimativa do Gartner, segundo a Forecast Analysis: Small-and-Midsize-Business, é de que até 2013, o mercado de ERP da América Latina deverá atingir US$ 584 milhões em receitas totais de software e as empresas provedoras de ERP cresçam.

Mas mesmo as tecnologias mais avançadas podem resultar em decisões de negócio desastrosas, se não forem tomados os devidos cuidados. É importante ficar atento a alguns cuidados necessários antes da aquisição ou da troca de ERP.

Por exemplo, as principais reclamações das empresas clientes de ERP são relativas à deficiência no suporte e atendimento. Em geral, as empresas fornecedoras de ERP cobram pela visita de suporte local e isso inibe o cliente a solicitá-la. Assim, o custo paramanutenção do ERP em perfeito estado de funcionamento fica elevado.

Neste caso, saem em vantagem os ERPs contratados em formato de prestação de serviço mensal. Como a empresa não investe valor algum, o risco financeiro pelo insucesso do projeto é quase nulo e a relação com seu parceiro de ERP é avaliada mensalmente, ou seja, a satisfação do cliente está sempre em primeiro lugar e a evolução tecnológica fica garantida.

A licença de uso é financeiramente vantajosa apenas se a empresa possuir processos bem definidos e aderentes ao ERP contratado e se esses processos não sofrerem mudanças ao longo dos anos, mesmo com seu crescimento. Sendo assim, não existirão novos investimentos para melhorias e customizações durante o período de vida útil da solução contratada.

Escolher o ERP não é uma tarefa simples, portanto, a empresa cliente deve estar atenta e estabelecer claramente seus objetivos e necessidades. Também é importante identificar a experiência do fornecedor de ERP no atendimento do seu ramo de atividade e, se possível, visitar alguns dos seus clientes para saber como eles avaliam o seu atendimento.

Aconselho a criação de um comitê interno na empresa que represente todas as áreas a serem atendidas pelo ERP, criando conceitos para avaliações e tomada de decisão. É necessário avaliar a tecnologia aplicada no ERP, verificando as inovações, as melhorias previstas, se estão dentro das tendências de mercado e se a sua empresa está preparada com recursos necessários de infraestrutura para a implementação.

Avalie os valores financeiros envolvidos no projeto, como licenças de uso, customizações, implantação e cobranças de horas-homem durante e após a implementação. Compreenda bem as regras de comercialização do ERP para saber como se comportarão no futuro, no atendimento das novas necessidades, principalmente, no que se refere ao crescimento e evolução dos processos da empresa.

O suporte e a manutenção do ERP devem ser realizados de forma proativa, para permanente discussão e identificação de novas necessidades do cliente. E a manutenção do sistema deve ocorrer baseada em um planejamento definido a quatro mãos, com as definições de prioridade decididas pelo interessado, o cliente.

Por último, com um ERP nacional, a velocidade no entendimento e atendimento das necessidades do cliente é maior, bem como a facilidade para possíveis implementações para atender, por exemplo, futuras alterações de legislação do país.
Então, ter sorte ou azar com seu ERP só depende de você !

(*) Paulo Silas Martins é gerente de Negócios e Relacionamento da consultoria SEND Informática

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