quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Importância do capital humano na Era do Conhecimento

“Nesta era de mudanças dramáticas, os que tem sede de aprender, herdarão o futuro. Os que acreditam que sabem tudo, vão descobrir que estão preparadas para viver em um mundo que já não existe mais.”
Eric Hofer

O mundo mudou. E parece estar girando um pouco mais rápido. A informação caminha a uma velocidade antes inimaginável. Em menos de cinco minutos, temos conhecimento de fatos ocorridos no outro lado do mundo.

Não muito raro, ao final do dia ao assistirmos o tele-jornal, vemos um notícia que aparenta absurdamente velha. E para nossa surpresa, foi algo que aconteceu no início da tarde. Como pode ser possível? Aquela espera pelo jornal das 8 não existe mais … ou pelo menos, não com a mesma ansiedade, uma vez que a programação será uma retrospectiva de tudo o que foi exibido durante o dia, e visto por boa parte da população. Hoje uma pessoa pode ter acesso num só dia a um número equivalente de informações que um sujeito teria a vida inteira na Idade Média.

A informação se tornou algo tão comum, volumoso e dinâmico, que demandou uma outra necessidade, a de ser seletivo na busca por informações, criar um “SPAM” cerebral. Segundo uma pesquisa feita pela Price Waterhouse, o volume de conhecimento necessário para se manter atualizado no mundo dos negócios dobra a cada ano.

Não basta estar informado, o conteúdo deve ser confiável, tempestível, compreensível, e principalmente aplicável. E com isto, através da informação seletiva processada, surge o conhecimento.

Richard Crawford, em Na era do Capital Humano, diz o seguinte sobre informação e conhecimento:
“Um conjunto de coordenadas da posição de um navio ou o mapa do oceano são informações, a habilidade para utilizar essas coordenadas e o mapa na definição de uma rota para o navio é conhecimento. As coordenadas e o mapa são as “matérias-primas” para se planejar a rota do navio. Quando você diferencia informação de conhecimento é muito importante ressaltar que informação pode ser encontrada numa variedade de objetos inanimados, desde um livro até um disquete de computador, enquanto o conhecimento só é encontrado nos seres humanos. (…) Somente os seres humanos são capazes de aplicar desta forma a informação através de seu cérebro ou de suas habilidosas mãos. A informação torna-se inútil sem o conhecimento do ser humano para aplicá-la produtivamente. Um livro que não é lido não tem valor para ninguém. (…)

Com um fluxo de informações cada vez mais absurdo, a impossibilidade de processamento de tudo o que é considerado importante para uma determinada pessoa por levá-la ao que alguns estudiosos costumam chamar de estresse informativo (quando se recebe um bombardeio desordenado de informações, sem controle sobre isso e sem saber como se proteger, ou pelo menos, como selecionar de maneira correta).

Este é o grande paradoxo da Era da Informação, onde nunca foi tão fácil e barato adquirir informação para a construção do conhecimento, e ao mesmo tempo, nunca o mercado valorizou tanto o conhecimento.

Diante disto, vale a pergunta: “Você costuma verificar a data de validade de seu conhecimento?”. Para isto é muito importante refletir sobre as características da educação apontadas por Tom Peters:
1. A educação não termina com o último certificado que você consegue obter;
2. Estudar a vida toda é uma necessidade numa sociedade baseada no conhecimento;
3. A educação é o “grande jogo” que se deve jogar (e vencer) na economia global.

O capital humano passou a ter um valor inestimável para as empresas. Isto porque de nada adianta uma empresa bem montada, com bons produtos e equipamentos modernos, se os funcionários não souberem como operá-los.

O baixo desempenho, ou falta de diferencial competitivo não pode mais ser atribuído a falta de informação. E sim a incapacidade humana de aplicar o conhecimento a produtivamente.

“O conhecimento era um bem privado, associado ao verbo SABER. Agora, é um bem público ligado ao verbo FAZER.”
Peter Drucker

Bem, vivemos realmente em um novo mundo. Um mundo totalmente conectado. Podemos dizer que hoje participamos de um big-brother global. Com audiência 24/7 (vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana), onde empresas procuram entender como atender a esta geração que informação, tempo e comodidade é tudo.

E aí, conhecimento pode fazer toda a diferença.

*Nathaniel J V Pereira, é contador, especialista em Gestão Pública e em Gerenciamento de Micro e Pequenas Empresas, Diretor Executivo da NTW Contabilidade e Gestão Empresarial, Coordenador da Câmera Setorial de Contabilidade do Vale do Aço/MG, Membro do Grupo de Trabalho do Voluntariado do CRC/MG.

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